6 características da geração Y no mercado de trabalho

Eis que a geração Y, aquela conhecida por seu imediatismo, inconformismo, pensamento ágil, e afeição ao mundo digital e às tecnologias, chega ao mercado de trabalho. Para situar o leitor, essa geração, na qual me incluo, engloba os jovens que nasceram do início dos anos 80 até meados dos anos 90. Ou seja, a pessoa mais jovem da geração Y teria hoje em torno de 24 anos e, seguindo o ciclo natural da vida, já deve estar inserida em suas primeiras experiências profissionais.

Acontece que a geração Y (e também a X, sua sucessora, composta por pessoas que hoje têm entre 10 e 23 anos) não funciona segundo as regras que o mercado de trabalho estava habituado e que muito provavelmente lhes foram repassadas nos ensinos básico e superior. Esta é uma geração diferente, efusiva, intrigante, inconformista e que, ao passo que pode fazer muito por sua empresa, também poderá fugir dela sem olhar para trás, caso a gestão não entenda e não saiba lidar com as peculiaridades desses jovens trabalhadores.

Abaixo, listo algumas características cruciais de serem compreendidas se você lida com uma time jovem. Todas elas foram pinçadas de uma série de leituras, palestras e observações práticas – já que eu mesma pertenço a essa geração e sou gestora de um time de Y’s.

  1. Um Y não está nem aí para hierarquia

Não, não estou dizendo que um trabalhador dessa geração não terá respeito por um superior. Mas é claro que um Y não se mantém calado diante de um conflito apenas por estar diante de seu chefe. Ele é indagador, e é capaz de propor soluções que vão de encontro às do seu superior, se acreditar que está correto. Um Y quer ser ouvido e não vai hesitar em discordar (ainda que educadamente) e propor inovações. Isso, inclusive, é sinal de envolvimento. Comece a se preocupar se um Y não opinar, isso sim é sinal de que, talvez, ele não esteja engajado o suficiente com o time – e poderá em breve “pular fora do barco”.

2. Um Y não busca estabilidade

Ao contrário dos nossos pais e avós, um trabalhor da geração Y não está, em geral, realmente preocupado com estabilidade. Na verdade, ele gosta mesmo é de viver experiências e aprender o máximo possível. Um Y vai começar a procurar outros caminhos se sentir que um trabalho “já deu o que tinha de dar” e não está mais agregando em nada para a sua formação profissional. Portanto, em um time de Y’s, é importante sempre propor desafios, fazer mudanças, trazer novidades e proporcionar oportunidades de crescimento profissional.

3. Dinheiro não é nem de longe a coisa mais importante para um Y

Quando um Y está desmotivado, não tem aumento que o faça ficar (talvez você o prenda por mais dois ou três meses, mas não por muito tempo). A propósito, um Y desmotivado não é alguém bom para se ter na equipe. Ele pode começar a atrasar alguns compromissos, ser menos produtivo, e a mudança no comportamento será perceptível. Dinheiro pode ser um estímulo a mais para o comprometimento, mas ele sempre deve estar alinhado com um propósito e um ambiente de trabalho com qualidade e que propicie o crescimento.

4. Um ambiente de trabalho “cool” não vai “segurar” um Y

Chocolates, pembolins, tênis de mesa, cerveja, sinuca e videogame até podem ser legais e atrair a atenção em um primeiro momento, mas isso não é suficiente para um Y se sentir estimulado. Lembre-se: um Y não é uma criança, ele não quer ser distraído, ele quer se sentir desafiado e reconhecido.

5. Um Y gosta de ser visto

Como dito no tópico anterior, um Y ama reconhecimento. Feedbacks são alimentos para um Y, principalmente quando são positivos, mas os construtivos também vão animá-lo, pois ele sentirá que ainda há o que melhorar e o que crescer. Um Y gosta de ter seu projeto comentado, sua ideia reconhecida.

6. Um Y é muito engajado – se existe motivação

O perfil desse trabalhador não é, definitivamente, aquele que fica o dia inteiro em seu computador, bebendo café, e ao fim da jornada bate o ponto e “se desliga”. Um Y precisa ver sentido em tudo o que faz e isso faz com que sua vida profissional se integre bastante à pessoal – quando ele está envolvido de verdade, um Y vai precisar ser alertado para retirar notificações do celular e para não checar sua caixa de entrada fora do horário do expediente.

Sobre o autor: Andressa Vieira

Jornalista, cinéfila incurável e escritora em formação. Típica escorpiana. Cearense natural e potiguar adotada. Apaixonada por cinema, literatura, música, arte e pessoas. Especialista em Cinema, Marketing Estratégico e mestranda em Estudos da Mídia (PPgEM/UFRN). É diretora da Atena.

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